na verdade, estou me sentindo muito propriamente uma personagem. da minha própria vida. uma espécie de bridgt jones, exceto que mais magra, mais errante. encontrei todas as falhas possíveis nos últimos meses: empregos milho, lei de murphy, fracasso, homens-cafa. e de repente, tenho a chance de recomeçar literalmente do zero. recebi ofertas de emprego, tem um coach ao estilo tio-fodão vindo pra sampa treinar e agenciar escritores. eu tenho um mês inteirinho pra terminar meu manuscrito.
então qual é a droga do problema comigo? acho que pela primeira vez perdi a fé em deus, nas pessoas, na vida. minha determinação tá lá. é a única coisa que eu ainda tenho. mas em vez de ser a grande válvula ignotora da minha vida, se tornou uma coadjuvante na história. uma espécie de escrava do pessimismo, da falta de sorte, do medo e do fracasso - as irmãs cruéis. e embora eu tenha uma vontade terrível de me enfiar embaixo das cobertas e nunca mais acordar, sei que isso não é uma atitude de gente grande.
mas também não sei esperar, dar tempo ao tempo. A chamada "fé na vida" e sua gêmea "deixe a vida te guiar" não me inspiram confiança e paciência. O que me resta, afinal, é minha interminável capacidade de achar que as coisas vão dar certo (mesmo quando minha fé é fraca) e uma única idéia na cabeça: eu tenho exatemente 30 dias a contar de hoje pra fazer as coisas acontecerem.
livro, emprego bacana, namorado. será que eu chego lá?
Nenhum comentário:
Postar um comentário